como abrir uma loja virtual |

Você está preparado para chegar até seu trabalho dos sonhos?

Até o tempo em que você fica adiando o salto para começar a fazer o que gosta é útil quando você chega lá. Duvida? Encontramos esse texto do Geoffrey James no Inc.com,

Keslen Deléo

Keslen Deléo

Até o tempo em que você fica adiando o salto para começar a fazer o que gosta é útil quando você chega lá. Duvida?

Encontramos esse texto do Geoffrey James no Inc.com, falando de Como viver do que você gosta. Sabemos que abrir uma loja virtual, às vezes, é exatamente o que une uma paixão sua com uma atividade rentável e que te permitirá pagar o leitinho das crianças. É uma história bastante motivacional – mas, ok, tem horas em que tudo que a gente precisa é aquele clichê reafirmando o que ~nosso coração já tentou nos dizer~. Dá uma olhada no relato completo dele e preste muita atenção no fato de que mesmo os anos que ele passou evitando o emprego dos sonhos dele contribuíram para que ele chegasse até esse emprego dos sonhos. O que quer dizer que, bem, talvez você já esteja indo até lá. E só precise de um empurrãozinho.

“Eu sempre soube que deveria ser escritor. Escrevi (ditando) minha primeira história quando tinha quatro anos de idade. Lá pelos oito, eu já criava livros desenhados à mão com histórias sobre dinossauros. Aos 14, comprei minha primeira impressora e comecei a publicar meu próprio jornal.

No ensino médio, eu já escrevia não-ficção a nível de textos de faculdade (tipo aqueles artigos de 35 páginas chamados  “Análise do Uso de Marijuana na Califórnia Contemporânea”) e escrevia uns pastiches de Kafka e Lovecraft que quaase dava pra ler. Já na faculdade, eu tive minha primeira história publicada profissionalmente ($300). Publiquei artigos sobre música contemporânea e tinha a intenção real de me tornar um escritor profissional. Até comecei a escrever um livro.

Mas aí, eu amarelei.

Ao invés de tomar coragem pra pagar os pecados vivendo na miséria enquanto corria atrás do meu sonho, aceitei um emprego full time numa grande empresa de computação. Esse emprego me levou à programação e depois ao marketing. Ganhei prêmios. Dava palestras. Viajei ao redor do mundo. Ganhei muita grana. Ganhei muitos aumentos. Por todos os métodos de comparação, poder-se-ia dizer que eu era um desses caras super bem-sucedidos.

No entanto, não conseguia calar aquela voz que ficava martelando, dizendo que minha vida tinha feito uma curva errada. Ah, eu continuava fazendo de conta que seria um escritor profissional algum dia desses. Até segui trabalhando naquele livro, quando não estava completamente exausto dos longos dias de trabalho.

Um dia, enrolando no serviço, li um livro de autoajuda que recomendava escrever uma descrição de um dia de trabalho perfeito. Eu fiz o exercício e descobri que de maneira alguma o que eu tinha escrito se parecia com a vida que eu levava no trabalho que escolhi fazer.

Aqui, eu até queria poder contar que perceber isso foi uma enorme epifania e que eu saí do meu trabalho imediatamente para fazer uma profissão da escrita. Mas não foi isso que aconteceu. Eu ainda estava muito preocupado com “segurança”. Eu tinha um emprego “seguro” e uma renda “segura” e estava morrendo de medo de perder isso.

Por isso, eu não saí do meu emprego imediatamente. Mas comecei a economizar um dinheiro extra e meus dias de férias, preparando tudo para chutar o balde se desse vontade. Dois anos depois disso, fui numa palestra do Tony Robbins [N.T. Robbins é um desses palestrantes motivacionais americanos que usam microfoninho headset tipo o do batera do Roupa Nova] e caminhei por 10 metros sobre brasa quente. Sei que nem todo mundo gosta do Robbins (embora não saiba direito por quê), mas naquele momento da minha vida, ter ido àquela palestra e caminhado sobre a brasa foi exatamente o que eu precisava para ter a motivação de começar a levar algumas coisas mais a sério.

Porque foi naquele momento, quando meus pés estavam queimando e enchendo de bolhas, que eu tirei do topo da minha lista de necessidades a “segurança” e, em seu lugar, coloquei “coragem”. Decidi que preferia ser pobre e feliz do que rico e deprimido [N.T. quem nunca].

No dia seguinte, no trabalho, pedi a conta. Foi um dos melhores dias da minha vida.

Começar a vida nova foi um pouco assustador. No primeiro ano, ganhei só uma pequena fração do meu salário anterior. Mas segurei firme e, em três anos, estava ganhando mais do que jamais tinha feito no meu emprego anterior. E assim continuou. Hoje, tenho o privilégio de escrever (no meu blog e nos meus livros) sobre coisas que me interessam e, mais importante, que ajudam outras pessoas a serem bem-sucedidas. E toda semana recebo aqueles emails em que as pessoas dizem que algo que eu fiz as ajudou (…).

Uma coisa irônica sobre meu emprego dos sonhos é que eu só posso ajudar as pessoas agora porque acumulei experiência suficiente no mundo dos negócios antes de me tornar um escritor. Eu pensei que todos aqueles anos tinham sido um desperdício, mas acabou que eles foram essenciais.

Por isso, meu conselho para todos aqueles que ainda não chegaram ao seu emprego dos sonhos é: tome coragem, acredite em você mesmo, dê o grande salto e não desista.

Você só tem uma vida. Torne-se a pessoa que você nasceu para ser.

Mas não desanime achando que o tempo que você passou fazendo outras coisas foi desperdiçado. É tudo parte do plano.”