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O que é dropshipping e quais são suas vantagens e desvantagens

Confira quais as vantagens e desvantagens do dropshipping para a sua loja virtual e descubra se vale a pena usar essa modalidade no seu negócio.

Sueida Johann

Sueida Johann

Confira quais as vantagens e desvantagens do dropshipping para a sua loja virtual e descubra se vale a pena usar essa modalidade no seu negócio.

Quando você tem uma loja virtual, precisa, necessariamente, escolher uma modalidade de entrega do seu produto aos seus clientes. A entrega no prazo, com o produto intacto e certinho, é o que o seu cliente espera que aconteça. Para te ajudar nessa responsabilidade, existem modalidades de serviços de entrega de mercadorias muito eficientes como o dropshipping.

No artigo passado já falamos sobre o cross docking, e agora vamos falar um pouco sobre outra modalidade: o dropshipping e as vantagens e desvantagens para a sua loja virtual.

Tanto no artigo anterior, quanto neste aqui, fornecemos informações que vão te ajudar a entender e escolher qual é a modalidade mais apropriada para que a entrega da sua mercadoria chegue ao seu consumidor de forma eficiente, e seu negócio venda muito, e entregue tudo direitinho!

1. Afinal, o que é dropshipping?

Trata-se de uma modalidade de entrega de mercadorias na qual o lojista (neste caso, você), depois que recebe um pedido de compra de um cliente, encomenda ao fornecedor, que por sua vez envia o produto diretamente ao cliente. Ou seja, o lojista fica de fora da equação de entrega. Só não pense que você se isenta de responsabilidade se algo sair errado nesse processo.

É um processo muito utilizado por lojas virtuais, tanto de pequeno quanto de grande porte, e que vendem produtos importados. Lojas virtuais que importam da China, por exemplo, utilizam essa modalidade de entrega.

Resumindo: o lojista anuncia um produto, o cliente compra, o lojista solicita ao fornecedor, o fornecedor envia para o cliente.

dropshipping

2. Quero saber sobre as vantagens

2.1. Não tem estoque!

Bom, primeiro você não tem um estoque monstruoso de mercadorias. É um trabalho a menos, não é mesmo?! Você não precisa se preocupar em ter um espaço físico destinado a armazenagem dos seus produtos. É como se sua loja se resumisse a um catálogo.

2.2. Variedade de produtos

Como não é necessário estocar um monte de mercadorias, seu leque de produtos e variações pode ser enorme. Por exemplo, quer vender jogos de xadrez? Você pode ter os mais variados modelos do jogo: tabuleiro pequeno, grande, pode ser em azul, amarelo, pode ser de madeira ou até de plástico, pode ser um bem baratinho ou um mais sofisticado. Enfim, o que o cliente quiser, você pode vender!

2.3. Pouco investimento

Mais uma vez, como não há a necessidade de se ter a mercadoria em suas mãos antes de vender, você não precisa desembolsar dinheiro para comprar antecipadamente os produtos. Seu cliente vai visualizar seu produto na tela do computador, porém você não está de posse dele. Você encomenda ao fornecedor conforme suas vendas se realizam.

3. Também existem algumas desvantagens

3.1. Possível atraso de entrega

Sim, é possível que seu fornecedor não cumpra o prazo de entrega da mercadoria para o cliente. Com certeza ele ficará insatisfeito, e com razão, né? E vai culpar você, e não o entregador. Seu cliente não é obrigado a entender a dinâmica de sua loja com relação aos meios de entrega, ele só quer o que pagou.

Para tentar evitar que isso aconteça, você deverá firmar uma parceria forte com seu fornecedor, com uma comunicação aberta, para que assim, caso ocorra um imprevisto, você possa intervir para amenizar o estrago! Só que às vezes, nem é culpa do fornecedor, mas sim da alfândega aqui no Brasil, que pode reter o produto, e pior, gerar imposto.

E se, infelizmente, acontecer?

Fale com seu cliente imediatamente, mas nunca, em hipótese alguma, coloque a culpa em um fornecedor ou em um terceiro. A relação é entre o cliente e a sua loja, mais ninguém. Correr o risco de criar uma situação de ping-pong de informações pode ser prejudicial à reputação da sua loja. Zele pela sua credibilidade, você é quem resolverá a situação.

3.2. Trocas e devoluções

Caso o produto venha errado ou com defeito, seu cliente tem todo o direito de trocar ou devolver. No caso do dropshipping, como o produto não passou por você (como acontece no caso do cross docking), pode não haver uma conferência rigorosa, e vir com algum problema. Aí é a cara da sua empresa que está na linha de frente, seu cliente vai ficar chateado COM VOCÊ, e nem vai saber que existe um fornecedor.

Lembre-se que aos olhos do seu cliente, você é o único responsável em resolver o problema dele. Provavelmente, será você que terá que arcar com o prejuízo do produto danificado, pois seu cliente tem direito ao ressarcimento.

Pense no pós-venda também, não abandone seu cliente em um momento difícil! Se algo deu errado, não se esquive tentando jogar a culpa no fornecedor. Se você conseguir resolver a situação deixando seu cliente satisfeito, ele pode ficar tão feliz que, apesar desse problema, volte a realizar novas compras, pois tem confiança que você está ali para resolver qualquer contratempo.

3.3. Certa distância entre você e o consumidor

A conferência do produto e embalagem é algo que pode fazer a diferença na fidelização dos clientes, pois é na hora de embalar o produto para o cliente que você pode ter uma espécie de interação com ele, demonstrando cuidado e atenção na embalagem do produto.

Nesse processo de entrega, o dropshipping, não é possível essa “proximidade”. Tudo bem que muitas vezes as pessoas não se ligam nisso, mas que é legal perceber que a loja se importa com a gente, a ponto de ter uma embalagem legalzona, é muito bom!

4. Ainda vale a pena?

A verdade é que não se sabe se o dropshipping terá vida longa ou não. Esse modelo já está em atividade há mais de 10 anos e permanece vivo, o que é uma boa notícia. Mas enfrenta alguns obstáculos que deixam os consumidores chateados e insatisfeitos: problemas de produtos barrados na alfândega, taxas de importação e avarias, por exemplo.

Ainda que esse possa não ser o seu caso, muitas lojas virtuais brasileiras revendem produtos vindos da China e é inegável que há uma saturação no mercado. Mas se esse for sim o seu caso, nesse cenário de grande concorrência, dificilmente você conseguirá uma boa negociação dos valores de envio das mercadorias (dropshipping) com o fornecedor chinês.

Além disso, os consumidores que antes compravam da sua loja virtual, agora, na prática, podem comprar diretamente do próprio fornecedor, pois a China possui um grande mercado de vendas online, e nos últimos tempos, invadiu o mercado brasileiro com os seus produtos super baratos, deixando o dropshipping insustentável para muitas lojas que não tem volumes gigantescos de vendas. Uma solução para continuar vendendo seria procurar outros fornecedores, fora da China. Mas a alfândega ainda vai dar trabalho, pois é impossível prever o tempo de liberação dos produtos.

Para entender um pouco mais sobre isso, veja esse artigo do site Portogente que explica o que são os “canais” da Receita Federal. E, acredite, nem sempre vai dar “canal verde” para sua importação (veja o artigo que sugerimos para saber que canal é esse!).

A procura pelo tema dropshipping andou subindo recentemente no Google Trends (o pico histórico foi em janeiro de 2017), isso pode ser entendido como interesse das pessoas no assunto. E se estão interessadas, é porque é relevante e importante no mundo das vendas online. Veja na imagem a evolução das buscas pelo termo desde 01/01/2006:

dropshipping busca

Agora você deve estar pensando “Ei, ei, ei… Pelo que estou lendo, o dropshipping parece que é uma opção apenas para vender produtos importados”. Não é bem assim: em geral é usado mais para produtos importados, mas não necessariamente apenas para esse tipo de produto. Quer um exemplo? Olha só:

dropshipping exemplo

Veja que interessante: é a página de um produto vendido via dropshipping por, ninguém menos que, Americanas.com (acho que todos nós queremos vender tanto quanto a Americanas.com, certo?). Nesse caso, a Americanas.com está fazendo o papel da sua loja, vendendo o produto de um terceiro (marketplace). Note que o texto diz “vendido e entregue por…”, ou seja, a loja não estará envolvida no processamento e entrega do produto, mas será a responsável caso o comprador tenha problemas.

Outro ponto interessante é que a operação da figura acima envolve dois termos muito discutidos ultimamente: dropshipping e marketplace. Ficou na dúvida em onde está a operação de marketplace nesse exemplo? Explicamos: concorda que a Americanas.com deve vender produtos não só do fornecedor da figura acima, mas de vários outros? Pois bem, a Americanas.com está funcionando mais ou menos como um shopping center ou, mais precisamente, como vitrine para produtos de vários fornecedores, também conhecido como marketplace. 😉

5. Agora você precisa decidir

Enfim, o dropshipping é uma opção interessante de entrega de mercadorias, pois, basicamente, reduz o risco de investimento em estoque, que pode ficar lá parado por meses. Você só precisa analisar se funciona para a sua loja virtual, se atenderá bem seu público e se está adequado ao seu modelo de gerenciamento. Além, é claro, de pensar em como criar valor agregado perante concorrentes que pensem em fazer o mesmo.

Diante dos prós e contras apresentados sobre o dropshipping, se a sua conclusão for “Sim, funciona para minha loja!”, que bom, temos certeza que seu negócio será um sucesso de vendas! E entregas, claro!