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mine entrevista: Marcela, do Cidadão do Mundo

Saiba mais sobre esse projeto, que pretende ajudar os migrantes e refugiados no Brasil

Redação

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Há algum tempo o Brasil tem recebido uma série de migrantes e refugiados de outros países. Infelizmente, essas pessoas encontram uma certa dificuldade para se inserir no mercado de trabalho, mesmo que tenham muita experiência profissional. Os motivos são vários: o idioma, o preconceito por parte dos empregadores e também a falta de contatos que possam auxiliar essas pessoas a encontrarem uma vaga.

Pensando justamente em ajudar esses migrantes, surge o Cidadão do Mundo. Criado pelos negócios sociais Badu Design e Linyon, o projeto tem o objetivo de desenvolver o protagonismo desses estrangeiros e refugiados no Brasil.

Além dos trabalhos desenvolvidos pela instituição, o Cidadão do Mundo também conta com uma loja virtual, que vende camisetas, canecas e almofadas. A plataforma escolhida para comercializar esses objetos?! A minestore! 😉

Conversamos com a Marcela Milano, do Linyon (e do Cidadão do Mundo!) para entender melhor o projeto. Olha só:

1. O que é a Badu Design e o Linyon?

A Badu Design é um negócio social que produz papelaria artesanal em tecido, com a reutilização de resíduo têxtil das indústrias. Na produção, a Badu capacita mulheres em situação de vulnerabilidade para torná-las não só produtoras, mas também micro empreendedoras.

O Linyon também é um negócio social, focado no desenvolvimento profissional de migrantes e refugiados, capacitando-os e conectando-os ao mercado de trabalho e ao empreendedorismo brasileiro.

2. O que são negócios sociais?

Negócios sociais são empresas que, através do seu principal produto ou serviço, geram impacto direto na sociedade. O conceito ainda é muito recente no Brasil, porém, está mais desenvolvido nos EUA e Europa. A maior inovação dessa forma de negócio, é conseguir aliar a profissionalização e sustentabilidade financeira das empresas, com a responsabilidade social e ambiental do terceiro setor e por isso, chamado também de Setor 2.5.

3. Por que vocês decidiram criar o Cidadão do Mundo?

O projeto Cidadão do Mundo nasceu um pouco por acaso. Nós do Linyon e da Badu participamos ao longo de 2016 de um processo de aceleração e capacitação estratégica para instituições e negócios sociais promovido pelo Instituto Legado. Foi lá que nos conhecemos e fomos percebendo o quanto nosso trabalho tinha sinergia. A Badu confecciona papelaria artesanal, gerando uma fonte de renda direta para as produtoras. O Linyon capacita refugiados para o mercado, fazia todo o sentido tentarmos algo juntas e aumentar o nosso impacto.

4. Quais são as atividades desenvolvidas pelo Cidadão do Mundo?

A ideia é simples, capacitar mulheres refugiadas para produzirem os materiais da Badu, e gerando renda direta para elas. Os refugiados já tem uma grande dificuldade em se inserir no mercado, mesmo aqueles com grande experiência e formação profissional. Seja por causa do idioma, preconceito ou até pelo desconhecimento das leis trabalhistas brasileiras e a falta de uma rede de contatos que auxilie nesse processo. Para as mulheres, esse desafio é ainda maior, pois muitas delas não tem com quem deixar seus filhos ou porque as vagas disponíveis para elas limitam-se muito à área de serviços, fazendo com que o português seja muito necessário. Com o projeto Cidadão do Mundo, conseguimos com que elas produzam os materiais até mesmo em casa, colaborem com a renda familiar, se sintam valorizadas e ainda, perpetuem a sua história e cultura através dos produtos.

5. De onde surgiu a ideia de criar um e-commerce para vender os produtos da Cidadão do Mundo?

Criar um e-commerce foi algo muito natural quando pensamos em vender os produtos. É uma das formas mais eficientes de atingirmos um público além da nossa rede de contatos e que não morem em Curitiba. Além disso,  facilita muito as vendas, pois não precisamos estar presente para conseguir apresentar e vender os produtos para as pessoas e hoje, a venda online já está muito difundida.  

6. O que vocês estão achando da minestore?

Estamos achando ótimo, a plataforma é muito simples de utilizar, bem intuitiva. Conseguimos deixar a loja a nossa cara mesmo com pouco conhecimento de design e isso agiliza muito o processo de criação da loja. Além disso, curtimos muito o suporte que recebemos da equipe.