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mine entrevista (edição esquizofrênica): Marceli, da Escrevinhador

Quer saber como é vender artesanato pela internet (e como é entrevistar a si próprio)? Dá uma olhada nesse post A edição do mine entrevista de hoje é especial (e peculiar): isso porque

Keslen Deléo

Keslen Deléo

Quer saber como é vender artesanato pela internet (e como é entrevistar a si próprio)? Dá uma olhada nesse post

A edição do mine entrevista de hoje é especial (e peculiar): isso porque a Marceli, da loja de cadernos Escrevinhador, também é a responsável por entrevistar os lojistas nesse blog que vos fala. Portanto, hoje, ela vai encarnar dois personagens – entrevistadora e entrevistada – para contar mais sobre a lojinha e essas dores e delícias de ser empreendedora e ter uma loja virtual. Pode soar um pouco esquizofrênico (there’s someone in my head, but it’s not me),  e no fundo é, mas essa entrevistada quer contar sua experiência como lojista (e o psiquiatra mandou não contrariar a louca). Bora:

Olá, Marceli, é um grande prazer ter você aqui como entrevistada! Conta mais: como nasceu a Escrevinhador?

Oooi, Marceli, o prazer é todo meu! Queria desejar um bom dia a toda essa plateia maravilhooosa etc. Bem: eu sempre gostei muito de ler, desde pequena, e tenho uma queda especial por tudo que é handmade, artesanal e meio antigo (a ponto de ser meio acumuladora de lixo velho, rs). Aí, no ano passado eu fiz uma oficina de encadernação com o Daniel, da Caderno Listrado, e aprendi vários truques e macetes pra deixar os caderninhos bem profissionais e bonitos. No natal, como eu não tinha grana para dar presente pra todo mundo, comprei papel e fiz vários cadernos. Daí o povo gostou, começaram a vir encomendas e veio a ideia de abrir a loja na minestore.

E como foi abrir a loja (principalmente trabalhando na plataforma)?

Bem, eu não tive a experiência completa de entrar na plataforma sem conhecê-la, porque já tava por dentro de tudo, já conhecia a interface etc. Mesmo assim, me impressionou muito depois dos primeiros pedidos ver como era o gerenciamento na plataforma. Por mais que eu falasse pra todo mundo “a minestore é bem simples e susse, viu”, é totalmente diferente estar lá, usando – e daí que eu pude perceber que é simples mesmo. A parte menos complicada desse empreendimento de vender cadernos na internet, de longe, foi o gerenciamento e envio dos pedidos, porque tá tudo lá (naquela interface linda de morrer). O cuidado especial do povo com o layout da loja também merece destaque, porque os piás mandaram muito bem. Ainda tem vários ajustes que vão fazer minha loja ficar melhor, mas a parte boa é que é bem fácil de conversar sobre essas features e dizer o que tá faltando ou pode melhorar (mesmo se você não trabalha dentro da minestore).

Quais são as partes legais – e não – de vender artesanato pela internet?

Aí você falou uma coisa, hein! Pois é: pra começar, eu gostaria de ter mais tempo para me dedicar à confecção dos cadernos. Principalmente no começo, não dá pra fazer grandes investimentos em material e ferramentas. Então, eu tive que passar por cima do meu perfeccionismo muitas vezes e começar a loja mesmo com um estoque pequeno, mesmo que não tivesse tudo ideal ou do jeito que eu queria que estivesse. E começar com esse modelo mínimo é a melhor coisa que se pode fazer. *Sério. *É a dica que eu daria pra todo mundo que quer abrir uma loja virtual: comece com um ou dois produtos só, depois cê acerta o resto. No andar da carruagem as abóboras se acomodam etc. etc. Tem vários ditados populares pra isso aí (porque, no fim, clichê é uma coisa que acontece bastante). Ainda é um desafio aprender a precificar direito as coisas e a analisar/promover tudo corretamente. Mas eu tô fazendo o que dá (tentando não ter muita pressa nem querer tudo pra ontem).

Legal! E daqui, pra onde?

Eu tenho vários planos de dominação mundial que envolvem livros. Mas, por enquanto, eu quero criar uma comunidade de criadores, escrevinhadores e desenhadores que usem os cadernos e compartilhem o que tão fazendo com todo mundo, porque eu acredito muito em compartilhar coisas maneiras. Depois, quero manter sempre um estoque bacana lá na loja (agora, por exemplo, tá esgotado D: ) e ter capas legais, em parceria com pessoas talentosas. Se tudo der certo, daqui a alguns anos, a Escrevinhador será um selo editorial (bem foda).

Massa, Marceli! (essa última pergunta fica registrada aqui como uma meta, hein. a entrevistadora vai cobrar!). Agora, seguindo a tradição das três vendas, manda a música e o gif para os nossos leitores:

Uhu, que emoção! sempre sonhei com isso!! 😀

A música é essa:

E o gif: