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mine entrevista: Bruna, da Lolita Vintageria

A Bruna é especialista em garimpar peças legais e vender pela internet!

Redação

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Você é daquelas pessoas que têm o dom de encontrar peças incríveis em brechós e lojas de artigos usados? Já pensou em transformar esse talento em profissão?

Foi justamente isso que a Bruna Therolly e o Richard Mendes fizeram. O resultado de seus garimpos podem ser conferidos no brechó online Lolita Vintageria.

Conversamos com a Bruna para entender um pouco mais sobre como é ter uma loja virtual desse tipo. Olha só:

lolita vintageria

1. Qual é a história da Lolita Vintageria ?

A ideia de iniciar a Lolita Vintageria veio em 2014, quando eu, Bruna, administrava uma outra loja chamada DBH. Nessa loja, além de peças novas, eu garimpava roupas de brechó para costumizá-las com estampas de criação própria. Nesse caminho fui aumentando o meu conhecimento de moda e sua história através das décadas e então resolvi separar o brechó das peças originais. Criei a Lolita Vintageria no ano passado no Instagram, e todo o processo de compra era feito por lá. Até hoje ele é nosso habitat natural, porém conseguimos diversificar as formas de pagamento e manter mais funcional com e-commerce. A nossa prioridade é por peças que remetam aos anos 1950 até 1990 e a todo lifestyle existente nesses períodos.

2. Quais são os principais desafios de ter um brechó?

Com certeza é achar coisas bacanas e em ótimo estado de conservação, mas isso acaba sendo divertido também. Existe até um jargão para quem trabalha com brechó que é ” garimpar”. Realmente tem que garimpar o ouro. Além disso, tem que ser um tanto restaurador também para não perder roupas incríveis, então nesse meio tempo eu aprendi a costurar à maquina, conheço dezenas de truques para tirar manchas, materiais para renovar sapatos e tudo mais. =D

3. Qual é a parte mais legal de ter um brechó online?

É tudo muito bacana, porém, no nosso caso (meu sócio e eu, que nos conhecemos na faculdade de Fotografia), é justamente o contato com a Moda, Fotografia e as redes sociais. Criar conceito de cada ensaio fotográfico com base nas peças disponíveis, a procura por referências e pesquisa da história de cada peça para vendê-la adequadamente torna cada dia muito enriquecedor.

4. Que dica você daria para as pessoas que estão pensando em abrir uma loja?

A dica é saber exatamente o quer quer, como quer e onde deseja chegar, Eu ainda não cheguei nem na metade de onde quero estar e todo esse processo até agora já tem sido incrível. Imagina daqui pra frente? Então antes de criar uma loja já tenha em mente todo conceito que vai aplicar porque é isso que vai atrair todo o resto.

5. Como vocês escolhem o que vai ser vendido no site?

A referência é os anos 1950 – 1990 e as divas do cinema, música e moda. A maior parte da clientela é formada por mulheres, então essa tem sido nossa maior inspiração. O que fazemos muito é ver fotos dessas divas, como Marylin Monroe, e busca por peças semelhantes, assistir a filmes dessas décadas ou que se passam nelas e anotar as referências para os próximos garimpos ou simplesmente perguntamos pra nossas seguidoras o que desejam e então obtemos um indicativo até de tendências para adotar.

6. Que ações você faz para divulgar a marca para o maior número de pessoas?

Ultimamente, estamos fazendo parcerias com blogueiras ou instagrammers/digital influencers que representem bem o estilo da loja. Elas recebem alguma peça garimpada por nós e divulga para seus seguidores. Fizemos um encontro no Minhocão (Elevado Costa e Silva, SP) ano passado e pretendemos repetir a dose mais vezes e em mais locais ainda em 2016. Nesse ano promovemos um concurso fotográfico entre nossas seguidoras no Instagram chamado “Lolita Girl”, a proposta era que elas mandassem fotos suas que achassem que representasse o tipo de consumidora da nossa loja. Foi criada uma hashtag e escolhemos três fotos e dessas três, uma seria a mais votada para ganhar 5 peças garimpadas por nós. Foi bacana e também pretendemos realizar mais ações como essa.