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As vantagens de começar um negócio enquanto você ainda é estudante

A história de Dan Shipper e a prova de que ter paciência é essencial em um novo negócio Tornar-se um empreendedor e abrir o próprio negócio durante a faculdade é perfeitamente possível – e

Keslen Deléo

Keslen Deléo

A história de Dan Shipper e a prova de que ter paciência é essencial em um novo negócio

Tornar-se um empreendedor e abrir o próprio negócio durante a faculdade é perfeitamente possível – e uma boa ideia, inclusive. Isso não foi desafio para o fundador da Firefly Software, Dan Shipper, que começou uma empresa, em 2011, enquanto ainda era um estudante da Universidade da Pensilvânia. Como não havia a opção “largar tudo para começar um negócio”, a história dele é bem legal para te inspirar a começar aí, na faculdade mesmo.

E nem precisa ser uma empresa de Software como a que ele fez: uma loja virtual é um ótimo negócio para a época de faculdade, porque você está sempre conhecendo pessoas e consegue organizar melhor seu tempo entre estudos e negócios. Shipper tornou-se estudante e CEO (tudo full-time) e, no fim da faculdade, além de ganhar o diploma, ele conseguiu vender a empresa para a Pegasystem e agora gerencia sua própria equipe por lá (ótima alternativa à crise de recém-formado, né?).

Ao contar sua história (vimos no Inc.com), ele falou mais sobre o que deu certo e como foi a experiência de começar cedo no mundo do empreendedorismo. Aos aspirantes, ele diz que dividir o tempo entre um novo negócio e um emprego/curso é bem desafiante, mas vem com benefícios (ainda) subestimados. Isso porque você fica mais criterioso com seu tempo e consegue, também, testar a viabilidade do seu negócio com mais paciência do que teria se precisasse viver disso.

O começo

Durante os 10 primeiros meses da empresa, os números eram tudo menos animadores. A julgar pelas estatísticas da empresa, Shipper poderia muito bem ter jogado a toalha lá mesmo e desistido de tudo na hora. Mas ele diz que há muitos lados nessa história e, naquela hora, aconteceu de ele estar vendo tudo de um jeito meio pessimista.

Para ele, “Quando você conversa com alguém que realmente ama seu produto, você sai pensando em como o que está fazendo vai ser a coisa mais legal de todas. Por outro lado, se você tem contato com alguma informação negativa, chega ao fundo do poço e fica pensando se vale a pena continuar tentando”.

“Mesmo que situações assim tragam fortes sentimentos, em ambos os casos, as expectativas para a sua empresa não mudam muito”.

Dito isso, o conselho de Shipper é não deixar o passado no passado o tempo todo. Aqueles 10 meses, que por um lado parecem ter sido um desastre, por outro ajudaram a coletar informações valiosas para levar a empresa adiante. Ele pôde começar a examinar cuidadosamente os clientes que já tinha e questionar-se se o seu produto realmente se encaixava nas necessidades daquelas pessoas.

O poder da paciência

Acabou que a conclusão do rapaz foi que ele estava no caminho certo o tempo todo. Então, por mais que ele tenha usado o feedback dos clientes para fazer pequenas melhorias, o produto não mudou muito no geral. No processo, ele descobriu outro efeito positivo da paciência – ela mostra aos seus clientes que você é sério.

“Era bem claro que negócios maiores tinham um pouco de medo de trabalhar com uma startup, por isso eles queriam ver por quanto tempo conseguiam nos manter por perto, e quão consistentes seríamos em nosso trabalho”.

A única coisa a se fazer era esperar, por ali. E depois de três anos, a espera compensou. Baseado na experiência, a principal dica que Shipper dá para quem está começando é bem simples: Dê um tempo suficiente para ver sua empresa chegar ao sucesso – ou à derrota. Mas tenha paciência.