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As lojas virtuais de fachada que simulam sucesso em redes sociais

Esses e-commerces estão com táticas cada vez mais ardilosas – e exigem muita pesquisa e atenção dos consumidores Com a enorme quantidade de lojas virtuais em funcionamento no Brasil agora, não é de se

Keslen Deléo

Keslen Deléo

Esses e-commerces estão com táticas cada vez mais ardilosas – e exigem muita pesquisa e atenção dos consumidores

Com a enorme quantidade de lojas virtuais em funcionamento no Brasil agora, não é de se espantar que algumas delas não necessariamente entreguem os produtos que vendem. O problema das lojas de fachada tem preocupado as autoridades e emputecido os consumidores incautos, que acreditam estar fazendo um ótimo negócio comprando produtos importados por preços muito baixos – mas no fim não recebem nada nem conseguem o dinheiro de volta (acabando com o sonho de ostentar eletrônicos e telefonia móvel).

Uma prática recomendada, ao comprar pela internet, é pesquisar bem a índole da loja virtual antes de comprar – vendo, por exemplo, se eles são conhecidos e se têm presença nas redes sociais. Mas e quando a fanpage da loja tem 200 mil likes e mesmo assim o negócio está na lista do Procon? É sobre isso que alerta uma reportagem de Camille Bropp Cardoso para a Gazeta do Povo hoje. A matéria traz números que fazem concluir (de forma um pouco assustadora) que o consumidor ainda tem que ter um pé atrás na maioria das compras que faz pela internet. Das 430 lojas virtuais não recomendadas pelo Procon-SP, 29 ainda estão em funcionamento – e pior: dessas, 17 têm entre 4,2 mil a 495 mil fãs em suas fanpages do Facebook.

Os donos normalmente não são encontrados para dar satisfação, mas todas as reclamações e críticas negativas são apagadas das páginas, normalmente bloqueando também o autor delas, a quem só restam serviços como o Reclame aqui (quem nunca viu o clássico post “NÃO COMPREM NADA da fulanostore!”?). Somado a isso, ainda há o fato de muitas empresas comprarem likes no Facebook para aparentar melhor índole (pois é, já estamos em 2014 e comprar likes continua sendo algo normal). Nesses casos, é importante conferir também a quantidade de engajamento que essas fanpages têm antes de comprar (e dar aquela googlada, que nunca é demais).

No caso da sua loja virtual, bem: os tios da minestore vão lembrar que é proibido por lei vender um produto e não entregá-lo. Então, não façam isso. Também é de extremo mau gosto comprar likes para a fanpage do seu negócio de fachada. Então, porfa, não façam isso também. A matéria completa está aqui e a leitura vale muito a pena.