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Como você deve promover sua loja virtual

<span data-sheets-userformat="[null,null,769,[null,0],null,null,null,null,null,null,null,1,0]" data-sheets-value="[null,2,"Chega de propaganda banana \u2013 h\u00e1 muito a

Keslen Deléo

Keslen Deléo

<span data-sheets-userformat="[null,null,769,[null,0],null,null,null,null,null,null,null,1,0]" data-sheets-value="[null,2,"Chega de propaganda banana \u2013 h\u00e1 muito a se pensar al\u00e9m da promo\u00e7\u00e3o"]">Chega de propaganda banana – há muito a se pensar além da promoção

Diz aí: você acha que a propaganda é naturalmente ruim? Nada bom pode vir do marketing, tudo o que tem um publicitário por trás é cheio de más intenções e deveria ser banido pra sempre da sociedade? É possível ver (e não só nos episódios de Mad Men) que muitas vezes, os “benefícios” de determinado produto numa propaganda podem ecoar bem mais alto do que grandes males que ele traz, não só ao consumidor, mas a toda uma cadeia produtiva.

Vemos ainda muitas campanhas e iniciativas que colocam intenções malignas por trás de causas aparentemente maravilhosas (#somostodosoportunistas?) e dão um tiquinho de vergonha alheia. É o que chamaríamos, realmente, de propaganda banana (se é que alguém ainda usa essa gíria).

Mas, se pensarmos em um nível mais elementar, temos aí que a propaganda está intimamente ligada ao que uma marca faz e quais são suas intenções ao fazer essa determinada coisa. Talvez, se pensarmos bem, isso explica justamente por que algumas propagandas e ações publicitárias parecem tão malignas, quando descobrimos o que está por trás delas – porque, na verdade, elas só estão deixando transparecer intenções malignas que estão a nível de produto e cadeia produtiva (intenções malignas existem, infelizmente, por toda parte).

Sim, é possível usar o marketing para vender gato por lebre. Mas se sua marca tem intenções bem determinadas, um conceito forte e se ela quer mudar não só um nicho, mas a relação das pessoas com determinado produto, é quase um dever moral seu o de usar a propaganda a seu favor e, sim, contar pra todo mundo que é uma marca preocupada com as pessoas, com o produto, com cadeias produtivas e com o mundo. Conte para as pessoas, sim: porque é atingindo elas e permitindo que se identifiquem com sua marca que elas contribuirão para essa sua marca existir, e continuar produzindo coisas. Isso passa por todo o processo de branding (é, tem muitas palavras em inglês pra falar dessas coisas), e compõe a marca como um todo, aparecendo sempre que você fala da sua marca (fica até mais fácil de descobrir que meios você vai usar para promover seu produto, porque o conceito e a história já estão ali).

Como um exemplo legal (não, não vamos falar de bananas), veja esse vídeo da Chipotle, uma rede de restaurantes americana que coloca a qualidade dos ingredientes acima de qualquer outra coisa. Nesse vídeo, a mensagem é um dos pontos que compõem a marca e a filosofia do dono dessa rede: as pessoas devem saber de onde vem a comida que estão colocando em sua bandeja. Isso guia muitas das ações da marca, e tem sido chamado nos meios do marketing como brand storytelling – que nas propagandas, usa uma história envolvente e que permite uma identificação bem maior pelas pessoas. O interessante é que, mesmo nesse vídeo, havia quem dissesse “ooh, estava tão comovido, mas agora que descobri que é uma propaganda detestei e estou achando oportunista”. Fica a questão: quando se trata de marca, é tudo oportunista mesmo, o tempo todo?

Nesse vídeo da Chipotle, a comovente história do espantalho em um futuro no qual não sabemos quanta porcaria tem dentro da nossa comida.