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3 coisas que você tem que saber antes de abrir seu negócio

E mais – em entrevista, Derek Sivers conta vários segredos de empreendedor O Brain Pickings fez essa entrevista sensacional com o Derek Sivers (já postamos alguns textos dele por aqui), e ele é o

Keslen Deléo

Keslen Deléo

E mais – em entrevista, Derek Sivers conta vários segredos de empreendedor

O Brain Pickings fez essa entrevista sensacional com o Derek Sivers (já postamos alguns textos dele por aqui), e ele é o tipo de empreendedor que fala coisas muito legais (e sensatas). A gente traduziu a entrevista e tá aqui, pra você dar uma olhada:

Você é bem bom pra sintetizar pensamentos complexos em partes pequenas e bem compreensíveis. Se você tivesse que resumir a sua experiência na CD Baby em três aprendizados principais, quais seriam eles?

1:* Delegue, mas não abdique* – Fundadores têm alguns problemas para delegar, então essa eu aprendi bem, e meu negócio cresceu muito por causa disso. Mas aí eu comecei a ceder muito do controle da empresa, passei para outras pessoas decisões muito importantes dentro da empresa, e isso acabou mudando bastante a cultura do meu negócio. Nesse momento, tudo começou a descer ladeira abaixo. Eu tinha delegado demais. Aí, eu aprendi a palavra “abdicar”: mas tinha aprendido ela tarde demais. E o dano já era irreparável. Por isso, eu vendi a empresa.

2: Se não é hit, largue mão – Muitas vezes antes e depois da CD Baby, eu lancei projetos que achava brilhantes. Mas as pessoas nem piravam muito neles. Eu costumava persistir, tentava empurrar minha ideia contra o mundo, contra toda a resistência. Agora, depois de tudo, eu aprendi com a experiência: começar um negócio é como escrever uma música. Você não tem como saber de qual as pessoas vão gostar. E, se o mundo não está amando, não empurre mais. Mude de música ou escreva outra canção.

3: *Saiba o que te faz feliz *– Muitas pessoas começam negócios se basendo em outras pessoas. Achando que eles precisam ser exatamente iguais às pessoas que aparecem nas revistas, ou o autor daquele último livro de negócios que leram. Mas o que você quer da vida é diferente do que eles querem. Se você prefere privacidade, ou fica mais feliz tendo uma empresa pequena, você tem que descobrir isso e fazer um plano que acomode suas ambições, ao invés de perseguir o caminho de outra pessoa.

**Qual qualidade é a mais necessária para conseguir transformar uma ideia em um empreendimento de sucesso?
**Seja generoso. Não pense em você, nas suas necessidades, na sua proteção ou segurança. Pense só no que seria um sonho-tornado-realidade para os seus clientes, e encontre um jeito de fazer acontecer. Só depois de você projetar um negócio perfeito da perspectiva deles é que você vai ajustar os números para fazer o negócio viável para você. Mas foque 100% neles, não em você.

Outras pessoas já falaram do medo de falhar e isso – ou a sua resistência a isso – parece ser bem recorrente no seu trabalho. Qual é o papel da derrota na sua carreira e qual você diria que é a chave para ter um relacionamento saudável com ela como empreendedor?
Como aquela coisa do #2, “se não é hit, largue mão”: você tem que aprender a desapegar, deixar ir e tentar outra coisa. Pense na vida de um compositor. Eles escrevem de 100 a 500 músicas durante a vida toda. Uma delas é um hit. Quem é que sabe por quê? Alguma combinação aleatória de ingredientes ou um timing perfeito faz com que as pessoas amem aquilo.

É a mesma coisa com qualquer coisa que a gente faz. Se você teve um grande sonho, fez várias coisas por ele, e não deu certo, aprenda a deixá-lo ir e faça outra coisa. Tem tanta coisa que dá pra fazer! Você tem tantas ideias aí.

Muito já foi dito sobre as mudanças enormes na indústria da música agora. Onde você vê as coisas daqui a 10 anos, tanto no modelo de indústria quanto no paradigma sociocultural?
Ninguém sabe nada sobre o futuro. E qualquer pessoa que diga que sabe do futuro tá passando migué e não deveria ser levada a sério.

Sério mesmo: a gente tem essa obsessão estranha com querer saber do futuro. Mas se você consegue aprender a desapegar disso, e admitir que você não sabe, dá pra focar na habilidade (maravilhosa) de ajudar as pessoas aqui-e-agora, ao invés de adivinhar o que vai acontecer daqui pra frente.

Eu nunca fico pensando no futuro. Não mesmo. Posso ter algumas intenções pessoais, tipo “gostaria de me mudar para o Brasil daqui a uns anos”, mas adivinhar o que vai acontecer com o mundo? Nem precisa, na real.

A entrevista original tá aqui.